JULHO DE 2012


Quando a árvore dos poemas não dá poemas,
Seus galhos se contorcem todos
Como mãos de enterrados vivos.
Os galhos desnudos, ressecos,
Sem o perdão de Deus!
E, depois, meu Deus,
Essa lenta procissão de almas retirantes...
De vez em quando uma tomba,
Exausta a beira do caminho,
Porque ninguém lhe chega ao lábio
O frescor de cântaro,
A doçura de fruto
Que poderia haver num poema.
Maldita a geração sem poetas
Que deixa as almas seguirem,
Seguirem como animais em estúpida migração!
Quando a árvore dos poemas não dá poemas,
Qual será o destino das almas?
(A Árvore dos Poemas, de Mario Quintana)

O grande poeta nos faz refletir: que poemas estão brotando em minha vida? Eu, que nasci como árvore de poemas, estou dando poemas? Estou produzindo os frutos que nasci para produzir? Estou realizando a minha vocação e cumprindo a missão para a qual a seiva da vida me fez nascer? Como estão as almas ao meu redor – na família, no ambiente de trabalho,  nas relações sociais – esperando o “frescor do cântaro, a doçura de fruto” que somente eu posso oferecer?  Boas reflexões e que sejam produzidos belos poemas todos os dias na vida de cada um de vocês! Que seja um mês abençoado para todos!

Fraternalmente, 

 

Robson & Lúcia Santarém

 

 

Algumas boas noticias:


·         Agradecemos a Deus o maravilhoso mês de junho que vivemos, com muito trabalho que nos realiza profundamente. Percorremos todas as unidades da INB Indústrias Nucleares do Brasil promovendo reflexões sobre Ética,  turmas de alinhamento de equipe na Petrobras e Michelin, Programa Educação para a Paz em Macaé e Encontro de Gestores da Secretaria de Educação do Estado do Rio. Ainda sobrou um “tempinho” para participar da Rio + 20!  Vejam no link  http://www.rj.gov.br/web/seeduc/exibeconteudo?article-id=983897 informações sobre o evento da Secretaria de Educação RJ.
·         E não poderíamos deixar de compartilhar a alegria de ter celebrado em junho nossos 25 anos de matrimônio, com muitos poemas...
·         No próximo dia 06, darei palestra sobre AUTOLIDERANÇA no evento promovido pelo Instituto RH-LF em Niterói. Informações a seguir:

JUNHO DE 2012


“Júpiter, o deus criador e seu filho Hermes quiseram saber como andava o espírito de hospitalidade entre os humanos. Travestiram-se de pobres e começaram a peregrinar pelo mundo afora. Foram maltratados por uns, expulsos por outros.
Depois de muito peregrinar tiveram que cruzar por uma terra cujos habitantes eram conhecidos por sua rudeza. As divindades sequer pensavam em pedir hospitalidade. Mas à noitinha passaram por uma choupana onde morava um casal de velhinhos, Báucis e Filêmon. Qual não foi a surpresa, quando Filêmon saiu à porta e sorridente foi logo dizendo: forasteiros, vocês devem estar exaustos e com fome. Entrem. A casa é pobre mas aberta para acolhê-los.
Báucis ofereceu-lhes logo um assento enquanto Filêmon acendeu o fogo. Báucis esquentou água e começou a lavar os pés dos andarilhos. Com os legumes e um pouco de toucinho fizeram uma sopa suculenta. Por fim, ofereceram a própria cama para que os forasteiros pudessem descansar.
Nisso sobreveio grande tempestade. As águas subiram rapidamente e ameaçavam a região. Quando Báucis e Filêmon quiseram socorrer os vizinhos, ocorreu grande transformação: a tempestade parou e de repente a choupana foi transformada em luzidio templo dourado. Báucis e Filêmon ficaram estarrecidos. Júpiter foi logo dizendo: por causa da hospitalidade quero atender um pedido que fizerem. Báucis e Filêmon disseram unissonamente: o nosso desejo é servir-vos nesse templo por toda a vida. Hermes não ficou atrás: quero que façam também um pedido. E eles como se tivessem combinado responderam: depois de tanto amor gostaríamos de morrer juntos.
Seus pedidos foram atendidos. Um dia, quando estavam sentados no átrio, de repente Filêmon viu que o corpo de Báucis se revestia de folhagens floridas e que o corpo de Filêmon também se cobria de folhas verdes. Mal puderam dizer adeus um ao outro. Filêmon foi transformado num enorme carvalho e Báucis numa frondosa tília. As copas e os galhos se entrelaçaram no alto. E assim abraçados ficaram unidos para sempre.
Os velhos até hoje repetem a lição: quem hospeda forasteiros, hospeda a Deus.”  (Virtudes para um outro mundo possíve vol I. de Leonardo Vozes, Ed. Vozes)

Esse mito traz inúmeras lições para a nossa vida. Em tempos de tanta preocupação com a retenção (não gosto dessa expressão, parece-me prisão...) dos talentos, a fábula nos ajuda a refletir sobre como acolhemos e o que oferecemos a cada pessoa para que todos(as)  tenham o mesmo desejo “de servir nesse local por toda a vida”. Boas reflexões e boas ações! Que seja um mês abençoado para todos vocês!

Fraternalmente, 

 

Robson & Lucia Santarém

 

Algumas boas noticias:


·         O mês de maio foi intenso... por tudo damos graças a Deus!
·         Compartilhamos com alegria e gratidão o depoimento espontâneo que recebemos de Tereza Milagres – Recursos Humanos da PUC RJ:
Robson, não é pela grandiosidade do trabalho que faço este depoimento, mas pela sua delicadeza quando toca nas questões humanas.  O seu trabalho de despertar o outro para aspectos tão importantes da alma humana, leva os participantes a mergulharem no seu intimo e perceberem a riqueza que cada um tem para oferecer a si mesmo e ao mundo.  Quando se trata de liderança e autoliderança, aspectos essenciais para autorrealização pessoal e grupal, o trabalho vivencial que você proporcionou aos participantes do Grupo de Liderança da PUC neste ano de 2012 foi um toque importante para que cada um realmente deseje investir no caminho do autoconhecimento e contribuir para conquista da paz, que seja pessoal até que chegue a paz universal. Um forte abraço, Tereza.
·         Convidamos para assistir o vídeo  http://www.youtube.com/watch?v=Y8qhy-6X1HE da entrevista concedida para o blog http://saladacorporativa.com.br/

MAIO DE 2012


“Havia um fazendeiro que queria achar água. Então cavou um poço de dezesseis metros de profundidade. Não encontrando água, cavou outro poço de dezesseis metros. Mais uma vez, nada de água. Cavou mais três vezes, a uma profundidade de dezesseis metros. Ainda assim, nada de água. Finalmente, exausto, ele procurou um sábio. No Oriente, as pessoas ainda vão a um Mestre para indagar a respeito de problemas pessoais. O fazendeiro contou ao sábio o que havia acontecido.
O sábio perguntou: “Por que você cavou cinco poços? Por que não se ateve a um e cavou além dos dezesseis metros? Você teria encontrado água.”

Se quisermos encontrar a FONTE devemos continuar cavando cada vez mais fundo e não sair perfurando poços...

Um rei perguntou a seu primeiro-ministro: Diga-me: qual é a melhor coisa deste mundo e qual é a pior?
O primeiro-ministro respondeu: a língua é, ao mesmo tempo, a melhor e a pior coisa.
O rei ficou curioso: Como assim? Indagou.
O primeiro-ministro replicou: Com esta língua um ser humano pode elevar todo o universo, e com esta mesma língua um ser humano pode mandar este universo para o inferno.

Embora nos sintamos bem, precisamos treinar a língua para dizer somente coisas boas.

Diz o santo hindu Kabir:
De que serve a vida sem o nome de Deus, sem o canto? Deixe-a ser consumida pela fogo. Seja qual for o tamanho de uma montanha, sem árvores, é deserta. Seja qual for o tamanho de uma árvore, sem folhas, é estéril. Sem um rei, os súditos sentem-se vazios. E um rei sem conhecimento é incompetente. A música sem melodia é desarmoniosa, e melodia sem devoção é insípida. Um templo sem luz é sombrio, e uma lamparina sem chama é escura. Kabir pergunta: sem o nome de Deus, de que serve a vida de uma pessoa?
(trechos extraídos do livro Acenda a chama do meu coração de  Gurumayi Chidvilasananda, Ed. Vozes)

Vivemos intensamente o mês de abril e prosseguimos na certeza de que as bênçãos e a luz divinas nos acompanham! Desejamos a todos um esplêndido mês de maio, com muitas alegrias e realizações. Celebremos o Dia do Trabalho, valorizando cada pessoa em sua dignidade e criando ambientes onde todos possam se realizar, humanizando as organizações e trabalhando para que o mundo seja melhor para todos! Um abraço especial a todas as mães !

Fraternalmente, 

Robson & Lúcia Santarém

Algumas boas noticias:


·         Ficamos felizes com o feedback recebido dos nossos clientes em todos os Programas de Desenvolvimento de Lideranças e Valores que realizamos em abril. Obrigado a todos!  A experiência no II Congresso Latino Americano de Recursos Humanos em Curitiba foi fantástica, assim como a realização da Oficina com o Jogo Negócio Sustentável no Congresso RH RIO. Compartilhamos algumas fotos.
·         Continuamos no Projeto Educação para a Paz em Macaé e, pelos depoimentos, a turma está gostando: "Encontros como esse nos torna mais humanos, mais competentes, principalmente, mais profissionais.” "Se queremos uma educação para a paz, precisamos de pessoas assim, que falem da paz com técnica mas também com o coração." "Evento perfeito que precisa ser aplicado a outros segmentos da educação." "Parabenizar e agradecer ao secretário Guto Garcia  por oferecer essa oportunidade única e de extrema grandeza." "Ótimas experiências, muitos assuntos e conteúdos de grande valor e aplicabilidade em nossa vida e área de trabalho." "Foi um momento impar, gratificante e enriquecedor para minha pessoa e tenho certeza para o outro também. Levo daqui ótimas experiências e um grande aprendizado." "O workshop foi um momento de muito aprendizado . Foi maravilhoso.  O palestrante é excelente." Muito obrigado!!!

Uma reflexão sobre a Páscoa: passagem para pessoas e organizações

Novamente celebramos a Páscoa.  Certamente trata-se de uma das festas mais antigas da humanidade e para duas grandes tradições religiosas – judaísmo e cristianismo – é a festa mais importante.
Para os judeus que a celebram há cerca de 3500 anos é a festa que celebra a libertação da situação de escravidão do povo hebreu no Egito para a vida em uma terra de abundância. Quando, segundo a tradição judaica, o anjo do Senhor feriu os primogênitos do Egito e todo o povo hebreu liderado por Moisés atravessou a pé enxuto o Mar Vermelho e fez, então, a grande passagem para uma nova condição de vida.

A Pessach ( do hebraico, passagem) é celebrada com diversos símbolos - como ervas amargas e  pães sem fermento - para lembrar o sofrimento do povo, a escravidão  e a consciência da presença libertadora de um Deus que assim se revela para o seu povo.
O cristianismo – religião nascida a partir do judaísmo e dos ensinamentos do judeu Jesus de Nazaré, o Cristo (que significa o Messias) – celebra a Páscoa há quase dois mil anos como a passagem da morte para vida, o dramático processo da paixão (sofrimento), morte e vitoriosa ressurreição do Senhor.
Esse evento - ocorrido por ocasião da Páscoa dos judeus, também celebrada por Jesus – tornou-se para todos os cristãos a razão de ser da fé e vida cristã, pois segundo o apóstolo Paulo, se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé.

Em ambas as situações históricas e as celebrações que delas fazem memória, podemos falar de um rito de passagem de uma situação de escravidão, sofrimento e morte para uma nova situação de vida, de plenitude, de abundância e felicidade, conquistadas, é verdade com sacrifícios, seja a longa e dolorosa travessia do deserto, seja o cruento sacrifício da cruz. Mas em todos os casos o necessário sacrifício - o ofício de tornar sagrado – perpetuado pelas tradições espirituais possibilita a renovação da fé na vida, da fé no Transcendente que incessantemente convida, promove e estabelece condições para que todos os seres humanos vivam a vida em plenitude.

A nossa cultura ocidental é marcada por essas tradições.  Participantes ou não dessas religiões, toda a nossa vida está impregnada de algum modo por esses valores, ritos e símbolos. Consciente ou inconscientemente fomos influenciados, educados e assimilamos, adotamos, vivemos os valores dessas tradições espirituais.  Pode-se até rejeitar, mas não se pode negar a força dos valores presentes na sabedoria judaica e cristã para a construção de uma sociedade que seja melhor para todos: a ética do bem comum, a justiça, a solidariedade, a tolerância e o respeito ao outro, o perdão, a fraternidade, o diálogo, o amor ao próximo, a dignidade humana e de todas as criaturas, etc.
Frente a uma cultura que cada vez mais tem estimulado o individualismo, o consumismo e a competição de forma muitas vezes perversa e destrutiva da dignidade humana e do planeta, precisamos evocar com urgência e veemência os valores que são eternos, universais e que possibilitam para todos as condições para a felicidade e a vida digna.
As organizações – públicas, privadas e não governamentais – precisam ser sustentadas por esses valores caso queiram também ter vida longa. E parto do pressuposto que todas as organizações buscam a perenidade nos seus negócios assim como precisam ser reconhecidas pelo bem que proporcionam pelo menos aos seus clientes, do contrário sequer sobreviveriam.
Isso me faz pensar que uma “páscoa” nas organizações se faz necessário! Explico-me. Há muitos sinais de escravidão, sofrimento e morte no mundo corporativo – alguns escandalosos e outros mais sutis, porém não menos letais - entre os quais:
•    Corrupção, subornos, desvios de verbas públicas para interesses privados, exploração de empregados, assédios moral e sexual, exploração predatória dos recursos naturais atentando contra a vida, a natureza e a sociedade, a extrema ganância do lucro pelo lucro, etc
•    Modelos de gestão ainda baseados no extremo comando e controle como se as pessoas fossem peças de engrenagem, não confiáveis e descartáveis, gerência centralizadora que impede o desenvolvimento das competências, da criatividade, cultura do medo, além da inveja, do estímulo à competição interna – considerada ainda por muitos como saudável – e tantos outros problemas que levam o ser humano ao desânimo (“des – anima”, isto é, sem alma... sem vida), à desmotivação e logo à baixa produtividade, baixo nível de comprometimento, relacionamento ruim com os clientes internos e externos, etc
A lista pode ser maior. Revela a ausência dos valores ou a incoerência absoluta e absurda entre os valores anunciados nos websites e quadros das empresas e a prática cotidiana. Portanto, nada diferente da “escravidão no Egito” e das condições que levaram Jesus de Nazaré à morte.

Se a Páscoa judaica e cristã significa a passagem para uma situação de vida e liberdade, é a mesma páscoa que precisa acontecer na vida organizacional. É preciso e esse é o anseio de todos os seres humanos:
•    Que o trabalho seja digno, valorizado e que os trabalhadores e trabalhadoras de todas as áreas sejam respeitados em sua dignidade;
•    Que os ambientes de trabalho sejam saudáveis e um verdadeiro espaço de aprendizagem e realização humana, espaço de convivência, de companheirismo, amizade e onde cada um e cada uma percebam o significado de sua obra e de sua contribuição para o bem comum;
•    Que a ética prevaleça em todas as relações a começar pelos colaboradores e que oriente as negociações com fornecedores e clientes, que sustente o relacionamento com o governo, a sociedade e a preservação dos recursos naturais;
•    Que o lucro seja a justa remuneração do investimento e do trabalho de todos, mas como conseqüência do trabalho honesto e digno a serviço da sociedade e, portanto, deve ser compartilhado com todos que ajudaram a produzi-lo;
•    Que os líderes sejam de fato humanos, servidores e conscientes de sua responsabilidade no desenvolvimento de todos e de outros líderes, conscientes de que devem atuar como os guias na “grande travessia”, de que são agentes de transformação a promover melhores resultados, que só podem ser obtidos através de relacionamentos saudáveis e com pessoas valorizadas e reconhecidas em seus valores, méritos e talentos;
•    Enfim, uma lista também imensa, mas que pode ser sintetizada no anseio de que todas as organizações sejam efetivamente espaços de realização humana, de contribuição para o bem comum, ou seja, de todos os interessados e não apenas de alguns poucos. A lucratividade, imagem  e perenidade da empresa serão conseqüências do modo de ser e proceder dos seus gestores e colaboradores.
No entanto, para que isso aconteça é necessário um sacrifício pascal, um rito de passagem, isto é, um esforço e investimento no processo da transformação. Porque, como afirma Richard Barrett, organizações não se transformam, pessoas sim. E o processo de transformação humana – a metanóia – passa pela travessia do deserto com todos os seus percalços e dificuldades para valorizar a importância da convivência e do relacionamento humano, passa pela cruz de conhecer a si mesmo para se libertar das trevas nas quais cada pessoa se aprisiona: trevas da ignorância e da autossuficiência, do medo das próprias fragilidades, vergonhas e tantos outros medos tantas vezes escondidos e camuflados com atitudes autoritárias, opressoras e centralizadoras... Precisa-se comer as ervas amargas da descoberta que ninguém é dono da verdade, para poder saborear da inteligência coletiva e experimentar os pães ázimos da própria fragilidade para valorizar o poder da espiritualidade e inteligência emocional, dos valores que constituem o caráter para se tornar gente de verdade e se por a serviço dos outros.
Então é preciso se transformar para transformar as organizações. E estas serão tanto mais sustentáveis e saudáveis à medida que os seus colaboradores e principalmente as suas lideranças souberem dirigir a sua conduta – em todas os seus relacionamentos -  com base naqueles valores que os grandes sábios da humanidade propuseram como caminho para a vida plena e felicidade.  Assim as vitórias de cada um e de todos poderão ser celebradas na partilha do pão e no vinho da alegria...

É, sem dúvida, também uma páscoa de fé. Até porque nenhum ser humano vive sem fé. Vive-se da fé todos os dias: fé que a informação recebida é verídica, fé que os produtos consumidos são saudáveis, fé que o trabalho será bem sucedido, fé no fornecedor, fé no cliente, enfim fé na vida. E, sobretudo, fé no Transcendente e nos valores espirituais que são alimento e luz que ilumina, alimenta e fortalece a caminhada humana.  Se também não acreditarmos que esse mundo novo é possível, será em vão todo o nosso trabalho. E se não empenharmos toda a nossa energia para concretizá-lo de que vale o nosso saber e nossas ditas competências?
Creio que já caminhamos nessa direção e as razões da minha fé e esperança são os agentes de transformação, pessoas que se esforçam para serem pessoas pascais, luminosas: iluminadas e iluminadoras e as organizações que – lideradas por essas pessoas – se tornam também luminosas.
Já saímos, de certo modo, em direção à Terra Prometida. Já sabemos como agir, como transformar, como concretizar o sonho. Já temos os instrumentos e os saberes necessários. A páscoa já começou! Feliz Páscoa para todos!

Para começar bem o mês de abril e viver bem

Que força estupenda é essa
que irrompe da terra e das trevas
e eleva consigo todo o cosmos para a plenitude ?
Que mistério profundo é esse que a todos extasia
e tudo transforma dando novo sentido à vida?
Que luz é essa que refulge intensamente no universo
expondo a essência de todos os seres:
todos filhos da Luz ?
Que beleza inefável é essa que encanta e convida
a caminhar por novos rumos
onde tudo é mais belo?
Que ternura é essa que a todos envolve
e irresistivelmente acolhe
em abraços fraternos de paz?
Que paz é essa que ultrapassa as barreiras
e suavemente, como num sopro,
traz segurança em meios aos conflitos?
Que presença é essa que nos alegra
e nos aquece o coração
enquanto caminhamos
e se manifesta na partilha do pão?
Que Amor infinito é esse
que gratuitamente se entrega
e a todos resgata?
Que Vitória é essa
Que nos fortalece e nos convida
A juntos buscarmos um novo mundo
Onde a Justiça e a Paz se abraçarão,
Onde a sagrada dignidade humana
É respeitada
E onde a Alegria é respirada por todos?

Que esperança é  essa que nos anima
a enfrentar os obstáculos,
a vencer os medos
e a empunhar a bandeira
em defesa da Vida?
Que Vida é essa,
plena,
singular,
única,
minha,
sua,
nossa...
Que foi tocada e transformada para sempre
Pela Ressurreição?

Iniciamos o mês de abril às vésperas da Páscoa cristã e desejamos que a Luz, a Força, a Bênção do Ressuscitado esteja presente na vida de cada um de  vocês!
Feliz Páscoa! E que todos os dias de abril sejam luminosos e repletos de vitórias!

Fraternalmente,

Robson & Lúcia Santarém

Algumas boas noticias:

•    O mês de março foi fantástico: apresentamos o Jogo Negócio Sustentável para as empresas em Niterói, em Macaé, palestras para Bradesco Seguros e Previdência, Projeto Educação para a Paz com a Secretaria de Educação de Macaé e muitas outras alegrias! Graças a Deus!
•    Lúcia Santarém obteve a Certificação em Assessment Training Nível 1 e Analista em Teoria Disc, Valores, Quociente de Atividade e Conhecimento em Vendas pela Success Tools. Mais uma ferramenta que disponibilizamos a serviço da evolução humana!
•    No dia 14 de abril estarei em Curitiba como palestrante do  II CLARH - Congresso Latino-Americano de Recursos Humanos www.abtdpr.com.br  , para refletir que "Líder de verdade - Um profissional se torna referência para seus pares e subordinados quando sua causa passa a fazer sentido para os demais”. Excelente tema que a organização do congresso propõe, foi exatamente isso que refleti no meu livro A PERFEITA ALEGRIA - FRANCISCO DE ASSIS PARA LÍDERES E GESTORES (Ed. Vozes)
•    Nos dias 24 e 25 acontece o Congresso da ABRH RJ “Ruptura e Inovação – A Jornada da Prosperidade”, onde seremos facilitadores da Oficina Negócio Sustentável – Como desenvolver competências, trabalhando com o Jogo Negócio Sustentável, poderosa ferramenta que possibilita grande aprendizado. Vejam a programação no link www.abrhrj.org.br/rhrio2012.

Para começar bem o mês de março e viver bem

“Somos criadores de nós mesmos. Todo ser humano é dotado da capacidade de se transformar interiormente, de modificar sua maneira de pensar e de viver. A vida é uma viagem e cada um pode decidir o seu destino. Podemos dirigir a vida para o vértice ou para o abismo, para a paz ou para o desespero, para a felicidade ou para o sofrimento. A herança ou nascimento biológico nos dá o ser, mas não o modo de ser. Viver é se colocar no caminho para chegar a ser alguém, para que o ser humano floresça em plenitude.
‘A canção que quis cantar... ainda não a cantei’, diz o verso de Rabindranath Tagore. Todos viemos a este mundo com um sentido e uma missão. Sabemo-lo no fundo da alma e aspiramos a descobrir este sentido e cantar esta canção. Infelizmente, cada vez menos pessoas se arriscam a tentar descobrir qual é o sentido de sua canção e morrem sem a ter cantado. Cantaram, talvez, as canções que outros puseram em seus lábios, mas não a sua. Pensaram que viver fosse imitar ou copiar, deixar-se levar pela corrente. Deixaram-se fazer. Não se atreveram a ser elas mesmas, a viver sua própria aventura. Dedicaram-se a ganhar dinheiro, poder, conhecimentos, a amontoar coisas, a representar o roteiro que outros escreveram. Não se dedicaram a ser, não se propuseram a escrever suas próprias vidas e muito menos fazer delas uma verdadeira obra de arte.
Moldar o próprio futuro supõe coragem, superação, perseverança. Hoje é preciso muito valor para enfrentar com firmeza as dificuldades e navegar contra a corrente. Valor para se atrever a ser autêntico, em um mundo que propõe a imitação e a covardia como ideais de vida. Não há vitória sem esforço e luta; para vencer deve-se persistir. Como diz um velho ditado:’Deus ajuda a quem cedo madruga.’. Deve-se amar a vida e vivê-la com ânimo e com expectativa para ser capaz de enfrentar todos os problemas e dificuldades. Viver tudo com intensidade, até a dor e as desgraças. ‘A vida vale a pena e até valem as penas da vida’ (Savater). Amar tudo o que somos e tudo o que nos acontece. Amar inclusive a parte sombria, negativa, do nosso coração.Todos somos habitados por forças positivas e por forças negativas, podemos fazer o bem ou o mal, reforçamos com nosso comportamento a cultura da morte ou fazemos brotar a vida. Dentro de cada um de nós está o céu ou o inferno.” (Antonio Pérez Esclarín - Educar para Humanizar – Paulinas, 2006)
Desejamos que o mês de março seja excelente para cada um de vocês e que a cada dia possamos entoar a nossa própria canção e escolher a vida, o céu, o bem...Que todos sejam abundantemente abençoados!






Fraternalmente,

Robson & Lúcia Santarém

Algumas boas notícias:•    E agora que já passou o carnaval e esse longo fevereiro com seus 29 dias, vamos trabalhar!!!
•    Todas as mensagens enviadas e artigos estão disponíveis em http://blogdaanimaconsultoria.blogspot.com/search/label/mensagens
•    Nós nos colocamos à disposição para servi-los em suas necessidades de desenvolvimento de lideranças, equipes, etc com os nossos trabalhos de COACHING e WORKSHOPS de acordo com as necessidades da organização. Em nosso site WWW.animah.com.br poderão obter maiores informações.
•    Vejam no link www.abrhrj.org.br/rhrio2012 a programação do Congresso da ABRH RJ “Ruptura e Inovação – A Jornada da Prosperidade”  e venham participar conosco”

Para começar bem o mês de fevereiro e viver bem


“Ao longo de minha vida aprendi algumas coisas que me marcaram:
q  Quando estava com 18 anos assisti uma ópera de Verdi, que quando a compôs estava com 80 anos. Então li o que Verdi havia escrito quando lhe perguntaram por que, na sua idade, um homem famoso e considerado um dos maiores compositores de óperas do século XIX tinha assumido o duro trabalho de escrever mais uma ópera e extremamente difícil. Ele respondeu “Toda a minha vida como músico eu lutei pela perfeição. Ela sempre me escapou. É claro que eu tinha a obrigação de fazer mais uma tentativa. Assim aprendi que qualquer que fosse o meu trabalho, as palavras de Verdi seriam minha estrela guia. E resolvi que se chegasse a uma idade avançada, não desistiria, mas iria em frente. Eu lutaria pela perfeição, embora, como bem sabia, ela sempre me iludiria.
q  Mais ou menos na mesma época li uma história sobre Fídias, considerado o maior escultor da Grécia antiga. Conta-se que por volta de 440 a.C. ele foi encarregado de fazer as estátuas que até hoje estão no teto do Parthenon em Atenas e quando foi apresentar sua conta, o Contador Municipal de Atenas recusou-se a pagá-la argumentando que as estátuas estavam no teto do templo e que só poderiam ser vistas de frente e ele as cobrava inteiras, inclusive a parte de trás, que ninguém podia ver. Diante disso, Fídias replicou: “você está errado. Os deuses podem vê-las. Nem sempre vivi de acordo com Fídias. Fiz muitas coisas que espero que os deuses não vejam, mas sempre soube que é preciso lutar pela perfeição, mesmo que somente “os deuses”a notem. Sempre que me perguntam qual dos meus livros considero o melhor, sorrio e respondo: o próximo.
q  Desde os 20 anos desenvolvi um sistema de estudo que ainda uso. A cada 3 ou 4 anos, escolho um novo assunto. Pode ser estatística, historia medieval, arte japonesa, ou economia. Três anos de estudo não são suficientes para se dominar um assunto, mas são para compreende-lo. Assim, por mais de 60 anos venho estudando um assunto por vez. Isto Não só me deu um cabedal de conhecimento, mas também me forçou a estar aberto para novas disciplinas, novas abordagens e novos métodos – pois cada um dos assuntos que estudei faz hipóteses diferentes e emprega uma tecnologia diferente.
q  Com 22 anos trabalhava como editor assistente em um jornal na Alemanha. O editor chefe duas vezes por ano treinava a sua equipe e, apesar de gostar muito das reuniões, em geral eu me esquecia das lições em seguida. Quase dez anos depois, já nos EUA eu me lembrei delas e desde então eu as pratico em minha vida reservando duas semanas para rever meu trabalho no ano anterior, começando pelas coisas que fiz bem, mas poderia ou deveria ter feito melhor, até as que fiz mal e aquelas que deveria ter feito, mas não fiz. E decido quais serão minhas prioridades.
q  De um velho chefe, no ano de 1933 em Londres, aprendi que quando tenho um novo serviço devo me perguntar:  o que preciso fazer, agora que tenho um novo serviço, para ser eficaz? Muitas pessoas deixam de ser competentes quando são promovidas ou assumem novos trabalhos porque continuam a fazer, em seu novo trabalho, aquilo que as tornou bem-sucedida no antigo trabalho. Esquecem-se que é preciso ter concentração nas coisas que o novo trabalho requer, as coisas que são cruciais para o novo desafio, o novo emprego, a nova tarefa.
q  Há mais de 50 anos tenho usado um método ensinado pelos padres jesuítas e pastores calvinistas. O método consiste em anotar as decisões importantes e os resultados previstos para, decorridos nove meses, confrontar os resultados com as previsões. Isso lhe mostra o que ele fez bem, quais são suas forças, o que ele trem que aprender e quais hábitos deve mudar. Essas são as chaves para o aprendizado contínuo.
q  Em janeiro de 1950 eu e meu pai fomos visitar um velho amigo dele que estava muito doente. Foi um encontro memorável. Eu nunca esqueci aquela conversa. Aprendi com ela 3 coisas: primeiro, você precisa se perguntar pelo que deseja ser lembrado. Segunda, isso deve mudar com a idade, com seu amadurecimento e as mudanças no mundo. Finalmente, o que vale a pena ser lembrado é a diferença que se faz nas vidas das pessoas.
q  Todas as pessoas que conheço que conseguiram permanecer eficazes durante uma vida longa, aprenderam mais ou menos as mesmas coisas que eu. A resposta à pergunta “como pode a pessoa, em especial aquela que trabalha com conhecimento, manter sua eficácia?” seria “fazendo umas poucas coisas simples.” Tais como estas. O mais importante de todas essas práticas é que as pessoas de conhecimento que conseguem se manter eficazes, crescendo e mudando, assumem a responsabilidade por seu desenvolvimento e sua colocação.”  ( Peter Drucker, o Pai da Administração Moderna – 19/11/1909 – 11/11/2005)
Certamente, podemos aprender muito com o grande guru da administração. E essas simples lições de sua vida nos apresentam um bom caminho... Que todos sejamos abençoados e inspirados a viver plenamente todos os dias: buscando a perfeição, aprendendo sempre e fazendo a diferença na vida das pessoas.

Fraternalmente,
Robson & Lúcia Santarém

Algumas boas notícias:

v  E já se foi o primeiro mês... vivido na alegria e na certeza de que todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus.

v  Nós nos colocamos à disposição para servi-los em suas necessidades de desenvolvimento de lideranças, equipes, etc com os nossos trabalhos de COACHING e WORKSHOPS de acordo com as necessidades da organização. Em nosso site WWW.animah.com.br poderão obter maiores informações.

v  Compartilhamos, com alegria e gratidão, esses depoimentos: sobre a palestra que realizamos no BNDES e o trabalho com a equipe da Hub Rio.

·Caríssimo Robson Santarém, "Afortunados são aqueles que recebem bênçãos", embora nem sempre se dêem conta disso; parafraseando sua mensagem natalina, só tenho a agradecer sua prestimosa presença em nossa XXIII SIPAT-BNDES. Sua contribuição foi um afago aos nossos corações e um presente à Instituição benedense. O aprendizado é posto em prática diária, quando há uma sinergia entre conceitos e vibrações, cabendo a cada um de nós valorizar estes grandes-pequenos-incessantes momentos.”
Meu muito obrigada,
Cristina Paiva - Coordenadora de Palestras e Teatro da XXIII SIPAT-BNDES.
·         Querido Robson, agradeço imensamente pelo dia de atenção que você investiu na equipe Hub; a forma carinhosa como recebeu nosso convite e depois como elaborou o fluxo das atividades conectado com nossas necessidades foi incrível. Cada dinâmica foi colocada com sensibilidade e sua condução assertiva, nunca demasiadamente explicativa ou lacônica. Vou lembrar com carinho como se dedicou para que expressássemos nosso melhor e como amarrou cada gesto para que nosso grupo apreciasse o potencial que tem junto. Gratidão! Espero que possamos estar juntos novamente, explorando nossas competências.
Augusto Gutierrez - Empreendedor Social / Co-fundador Hub Rio